Quarta-feira, Julho 01, 2009

Gosto não se discute

O Guia da Folha publicou na sexta passada (sim, estou bem atrasado) uma edição especial com os melhores bares e restaurantes de São Paulo.

Nosso blog aqui participou da votação do júri de bares. Os destaques da revista foram para o Astor (excelente, mas muito caro), vencedor em melhor bar e em melhor boteco chique; o Filial (ótima para o final de noite, quando o movimento diminui e o atendimento melhora), segundo lugar em melhor bar e melhor boteco chique, terceiro em melhor chope e ganhador na categoria melhor fim de noite, e o Veloso (pena que seja tão difícil conseguir uma mesa de quinta a sábado à noite), campeão em melhor caipirinha e na melhor porção, com a coxinha. Clique aqui para ver a relação completa.

A publicação também trouxe o resultado de uma inédita pesquisa feita pelo Datafolha sobre o assunto, em que foram ouvidas 1.389 pessoas. Só o fator gosto não se discute para explicar o fato de o Bar Brahma (só vale se for para levar um turista) ter vencido como melhor bar, boteco chique, fim de noite, happy hour, chope e música ao vivo - não é preciso nem oferecer clique para ir para a página.

Das categorias principais, as indicações do blog só combinaram com a caipirinha do Souza, lá do Veloso. Abaixo, abro para a posteridade todos os meus votos, um por um.

Melhor bar de SP - Dry
Fim de noite/madrugada - Genial
Boteco chique - Original
Caipirinha - Veloso
Carta de cerveja - Frangó
Chope - Bar Leo
Melhor Drinque - Caju Amigo, do Pandoro
Em hotel - Baretto
GLS - Bar da Dida
Happy hour - Tiro Liro
Música ao vivo - Teta
Para paquerar - Café Di Lounge
Pé-sujo - Bar do Luiz Nozoie
Porção - Bolacha de provolone, Empanadas

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Frase para refletir no final de semana

"Você está bêbado quando começa a sentir solidariedade e não consegue pronunciar essa palavra",
Millôr Fernandes, em sua recém-lançada página no Twitter

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Para ficar de orelha em pé

O progresso muda a cidade. O entorno da esquina da Rua Aurora com a Rua dos Andrades, onde fica a clássica choperia, já foi um lugar residencial, ponto de garotas de programa e hoje vive especialmente da movimentação do comércio da Rua Santa Ifigênia. O Bar Leo passou quase incólume por tudo isso. Será que projeto da Prefeitura de transformar a região da Estação da Luz em pólo empresarial vai provocar a mudança do avô dos bares paulistanos? Sinceramente espero que não. De qualquer forma, dê uma olhada no alerta urbanístico da coluna da Monica Bergamo de hoje.

"Frequentadores do tradicional Bar Léo, de 69 anos, famoso por um dos melhores chopes da cidade, estão preocupados com o que acontecerá com o local que está na área da Nova Luz, que será revitalizada nos próximos anos. O gerente, Waldemar Pinto, diz que a mudança do boteco é inevitável. "Vai ficar tudo caro por ali. Melhor sair logo." Ele diz temer que o Léo perca o "glamour" em outro lugar."

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Para gringos cabras-machos

A nota baixo foi publicada hoje blog do Ancelmo. Só tem de avisar, na hora da venda, que não é recomendável praticar enquanto aprende as artes da água-que-passarinho-não-bebe, do cobertor-de-pobre, do apaga-tristeza, do esquenta aqui-dentro, da aquela-que-matou-o-guarda, do extrato-hepático, da maria-branca, do tome-juízo, do xarope-dos-bebos...

"De olho no prestígio da nossa pinga lá fora, a editora paulista Livrosonoro vai lançar um CD bilíngue, português e inglês, com a versão em áudio do livro "Cachaças, bebendo e aprendendo - Guia prático de degustação", de Marcelo Câmara. A editora é a responsável pelas versões sonoras de obras de Machado de Assis, José de Alencar, Jorge Amado e outros".

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Frase para refletir no final de semana

"Da boemia, me interessam as pessoas",
Caetano Veloso, em ensaio para a revista Poder.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Comida boa em BH

Terminou ontem a 10ª edição do mais autêntico concurso de gastronomia de boteco, o Comida di Buteco, de Belo Horizonte - e o que inspirou todos os outros.

Assim como no ano passado, 41 estabelecimentos participaram da disputa. A galera teve 31 dias para conhecer os lugares e eleger os melhores. Foram 163 mil votos válidos. Barriquinhas de todos os bares estiveram reunidas para os três dias da festa Saideira, que teve shows de samba e chorinho.

O primeiro prêmio foi para uma das casas mais tradicionais da cidade, o Café Palhares, no centrão de BH, aberto em 1938. Venceu com o tira-gosto Karacol de Pernil, receita em que a carne de porco vem regada com molho de abacaxi e acompanha de couve e pão árabe.

O Bar do Ferreira ficou em segundo lugar com o petisco Pecado Capital, uma mistureba com taioba, mandioca, carne bovina, costelinha e tomate recheado. Não provei, mas haja cerveja para terminar o prato.

A seguir fotos do Café Palhares (tira-gosto e uma foto de ambiente para quem não conhece saber como é o esquema) e do Bar do Ferreira.





Domingo, Maio 24, 2009

O entendido

Boa tira de quadrinhos publicada um dia destes na Folha. O autor é o Adão Iturrusgarai.

Ainda bem que os enochatos de galochas costumam não gostar muito de boteco - o barulho deve atrapalhar o nariz.

Quinta-feira, Maio 21, 2009

5 amigos, reais e virtuais.

A ausência de uma relação dos meus blogs favoritos ou relacionados é intencional. Prefiro eventualmente trazer minhas leituras preferidas sobre cultura de boteco em posts como este.

O mais bem escrito de todos é o do Juarez Becoza, autor da coluna Pé-sujo do jornal O Globo. Seus textos conseguem registrar o verdadeiro espírito de botecos de todo o Brasil, embora sua especialidade seja mesxsxsxsxsmo o Rio.

Os blogs Gulodice, da jornalista Monica Santos, e Boteclando, do também jornalista Miguel Icassatti, têm o mérito de trazer um olhar diferente do que é publicado na mídia em suas especialidades, comidinhas e bares, respectivamente. Assim como eu aqui, pecam um pouco (só um pouquinho :-) ) por não escreverem mais.

A breve lista de 5 dicas fica completa com o Bar do Celso, de um curitibano apaixonado por botecos, e o Tô com Fome, de quatro jovens paulistanos que não deixam dúvida sobre o que pensam sobre tranqueiras gostosas espalhadas por aí: “Dieta é para fracos” e “Gordão até o fim” são os lemas de dois dos autores.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

O fim do Bar Barão

A notícia do fechamento do Bar Barão, em março, deixou triste os admiradores dos botecos clássicos. Aqueles que atravessam o tempo com sua obstinação em manter a qualidade e o estilo, indepedente da moda e do faturamento.

Pelo menos desde meados dos anos 90, o Bar Barão estava longe de ser um sucesso de público. A localização era ingrata, na Barão de Duprat, no centro, pertinho da 25 de março. Abria de segunda sexta até às 19h e, sábado, até às 15h.

Só que a choperia tinha uma clientela extramente fiel. Que não abria mão de seu levíssimo chope, tirado de uma máquina de com sistema de refrigeração que utilizava água e álcool - em vez das de gelo são as mais comuns na cidade.

É tão bom que ganhou o voto de melhor chope da cidade na edição especial de bares e restaurante da Vejinha do ano passado, dado pelo crítico de bares da publicação, Fabio Wright.

Aberto em 1968, o Bar Barão tem estirpe. Seu idealizador foi o Leopoldo Urban, o mesmo que transformou o Bar Leo no que é hoje e, de quebra, também estabeleceu o ótimo Amigo Leal, embaixo do Minhocão. Chamou-se O Leo até o início dos anos 90. O estilo bávaro da fachada e da decoração permaneceu por 40 anos (abaixo, duas fotos para matar a saudade).

O atendimento afetuoso, longe de ser perfeito, era garantido pelo garçom-gerente-contador de histórias Hélio Souza da Motta. Ele trabalhou ali desde a inauguração e era o homem de confiança do dono um austríaco aposentado que vive em Santa Catarina. Tocava o bar ao lado do sobrinho, Edilon. Sua linha-dura não admitia falta de educação da fregueia e, absurdo dos absurdos, servir chope sem colarinho.

A lista de petiscos sempre foi restrita. As preferências eram para os bolinhos de bacalhau e para o canapê de línguiça blumenau, preparado na hora pelo Hélio. Parece que o imóvel foi comprado por alguém interessado em modernizar aquele trecho da Barão de Duprat.

Não deu para resistir à oferta. O Hélio, que já tem quase 70 anos, deu entrevista no Estadão dizendo que procura um parceiro para reabrir o Bar Barão. Tomara que consiga. Embora o espaço físico possa ser restaurado, a alma está perdida.

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Quinta-feira, Maio 14, 2009

Torcida pelo Tulípio

Distribuída em bares e botecos de São Paulo, a revista de bolso Tulípio está entre os indicados da HQ Mix 2009, na categoria Publicação de Cartuns.

Seus autores, Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker concorrem com gente de peso, como o Jaguar e o Millôr Fernandes. Os vencedores serão anunciados em 30 de maio.

A edição que representa é a publicação na principal disputa nacional da categoria é a de número 7, que contou com a participação especial de Ziraldo (veja o esplêndido cartum abaixo) e de Luis Fernando Veríssimo.

Clique aqui para curtir a Tulípio #7 na íntegra.